Mais otakugasmo:


C.B. Cebulski, editor da Marvel, postou em seu blog estas 2 imagens de um projeto ainda não oficialmente anunciado que Junko Mizuno está desenvolvendo para a casa das idéias.
Junko quem?
A artista, designer e mangaká japonesa é uma das precursoras do estilo Kawaii Noir, o grotesco fofo.

Junko Mizuno transita por diversas mídias e alia fofura, nudez e morbidez em uma aura psicodélica colorida setentista quase infantil, com pitadas de humor negro e um traço bastante característico.
E extremamente foda.
Para ter uma idéia da mistura - Mizuno é obcecada por comida - e imaginar o que vai sair deste trabalho pra Marvel, presta atenção em algumas influências da moça: Osamu Tezuka, Hideshi Hino
, Sailor Moon
e Russ Meyer.
Junko Mizuno no Japanorama
[vídeo]
Desde que animou as vinhetas da série documental nipófila de Jonathan Ross para a BBC, Japanorama, a artista bomba cada vez mais internacionalmente.
Ficando só nos projetos mais recentes:
Mizuno acaba de inaugurar uma exposição individual de pinturas, The Kappa Show, na galeria e loja Moshi Moshi, nos Estados Unidos;
O design do cd sampler japonês da Ipecac Recordings, de Mike Patton, é dela;

A grife francesa Judith Lacroix lançou uma coleção de camisetas femininas com suas personagens (ao preço módico de 49 euros cada).
Cinderalla
No Brasil, a editora Conrad lançou em 2006 Cinderalla, o 1º livro de uma trilogia de adaptações de contos de fadas de Mizuno (seguido por João e Maria e A Pequena Sereia).
Perceba que adaptação é uma palavra abrangente.
Cinderalla é filha de um dono de restaurante que morre, vira um zumbi e se casa. Nessa ordem. A madrasta e suas duas filhas, portanto, também são mortas-vivas. Além do Príncipe, um popstar do mundo dos mortos.
O sapatinho que todas as garotas do reino tentam espremer em seus pés? Aqui é um globo ocular.
Junko Minzuno fez uma Cinderela escatológica, basicamente. Mesmo assim não dá nojo, dá vontade de apertar.
Biblioteca essencial nipófila. Tem que ter.
Mas não confie em mim. Melhor ver o que o quadrinista mais fodão da Inglaterra (e do mercado americano) tem a dizer sobre o assunto. Comentário de Warren Ellis, internet Jesus:
You’ve never seen guts drawn so cutely. You’ve never seen a Powerpuff Girl chewing up dead chicks, either. This is everything that Japanese comics were always threatened to be in the scare stories: sexual insanity, flying innards, skewed v-movie plot devices, a distinctly sideways sense of humour.
And, y’know, a Powerpuff Girl in fetish gear. It manages to be funny and vaguely sickening all at once. It makes you feel dirty.
I like that.
E o livro ainda vem com uma cartela de adesivos.
Casa das idéias
Mas voltemos à Marvel.
Dá uma olhada nestas bonecas de vinil das personagens principais de Pure Trance, o mangá de estréia de Junko Mizuno:
Agora imagina a Mulher-Hulk dela.
[via Henshin! e MZK news]
4 de julho de 2008 | Arquivado em Japop













— 4 de julho de 2008 @ 

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