The Machine Girl, de Noboru Igushi, é um filme sobre família e amor, que mostra até que ponto a dor de perder um ente querido pode levar alguém, e… fapfapfap… mentira.
Essa porra é sobre sangue, apêndices mecânicos, maneiras criativas de matar pessoas e comida. Diversão extrema.
The Machine Girl - trailer novo
[vídeo via Noboru Igushi]
Sinopse
Em um mundo perfeito onde todos são ninjas e todas as mães são MILFS, Ami (Minase Yashiro) é uma japonesinha colegial que, após o suicídio de seus pais, vive com o irmão. Ele é tudo pra ela e vice-versa, os dois se amam, uma coisa linda.
Porém, o rapaz e seu melhor amigo Takeshi morrem, vítimas de bullying na escola. Desolada, Ami vai tirar satisfação com os pais de um dos valentões responsáveis, que reagem da maneira óbvia: tentam matá-la.
Depois de alguém vomitar as próprias tripas, a garota descobre que uma gangue liderada pelo filho do chefe da Yakusa local assassinou seu irmão e jura vingança. Na primeira tentativa, sozinha, ela perde o braço esquerdo.
Então Ami se alia à mãe de Takeshi, Miki (interpretada pela atriz de filmes adultos Asami, que é mais nova que a Minase Yahiro), encaixa uma metralhadora no toquinho de braço que resta e, daí pra frente, carnificina.
Basicamente.
Sustenta o hype?
Depende do ponto de vista.
Como já dava pra imaginar, o filme não vai mudar a vida de ninguém. The Machine Girl é assumidamente B e, como tal, tem várias falhas.
O roteiro é só uma desculpa para as cenas de luta e mutilações, os atores não são lá aquelas coisas e os efeitos especiais de Yoshihiro Nishimura estão muito mais exagerados do que realistas. Todos os planos que contêm alguma gota de sangue duram pelo menos 3 segundos a mais do que deveriam.
Por outro lado, são essas mesmas características que fazem dele um filme extremamente divertido.
Já na seqüência de abertura Ami e sua metralhadora estraçalham a gangue de bullies, que esguicham mais sangue do que qualquer ser humano normal teria, com direito até a pausa no ar com movimento de câmera no pique de Matrix.
E daí que dá pra perceber claramente a atriz pendurada em um cabo, todos tentando ficar parados e uma só câmera se movimentando?
E daí que essa cena não se encaixa em nenhuma outra parte do roteiro?
Um filme que tem a metralhadora do Planet Terror em um braço, a serra elétrica de Evil Dead
em uma perna, uma guilhotina voadora, um sutiã-broca (o pinto do Tetsuo em dobro), sushi de dedos humanos e tempura de braço não precisa se apegar a detalhes como esses.
Se Igushi peca é em prolongar um pouco mais do que o necessário o drama familiar e, em 1 hora e meia, não mostrar um peitinho sequer. Contratempos de se fazer um filme japonês pro mercado americano, provavelmente.
Mesmo assim, o entretenimento é garantido.
Nota nipófila

The Machine Girl estréia em agosto no Japão, amanhã (3) em DVD e semana passada em torrent.












— 2 de junho de 2008 @ 

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